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Ficcionista

(continuação)

Vinhetas

      Nos Confins

O meu primeiro conto publicado, saiu até hoje em três lugares mas não é igual em todos eles:

Título: Nos Confins
Publicação: Eventos, nº 1.02, 20 de outubro de 1998
   
Publicação: Simetria Webfiction, 1998
   
Publicação: Somnium, nº 76, junho de 2000
pp. 29-31

No Eventos 1.02 foi o meu o único texto de ficção. A não-ficção esteve a cargo do Luís Filipe Silva. No Somnium 76 foram publicados os contos Fotos Antigas, de Simone Saueressig, Lua Furtiva, de Roberto de Sousa Causo e Ostrananie, de Lúcio Pina Manfredi. A não-ficção coube a Ataíde Tartari, Alfredo Keppler, Sílvio Alexandre, Eduardo Torres, Gerson Lodi-Ribeiro, Lúcio Pina Manfredi e Roberto de Sousa Causo. Quanto à Webfiction da Simetria, embora na altura fosse bem mais pequena, tem actualmente mais de 40 contos publicados.

Nos Confins é um conto muito velhinho. Escrevi-o aos 18 anos, mais coisa menos coisa e esqueci-o até ao dia em que o Luís Filipe Silva arrancou com o Eventos e falou de "contos perversos". Lembrei-me logo do meu conto, limei-lhe umas arestas e mandei-lho, perguntando "algo deste género?" O Luís disse que não era bem, mas que também servia e resolveu publicá-lo. Nessa altura, andávamos todos muito simétricos, o Eventos era uma newsletter da Simetria, e nada mais natural que seguir a edição na newsletter com a edição na webfiction, que também estava mais ou menos a arrancar. Passados meses, no entanto, ao olhar para o conto apercebi-me de que o final era bastante idiota e tipicamente adolescente, de modo que resolvi deitá-lo fora (fazendo assim o conto baixar das 1000 palavras e transformando-o numa vinheta) e limar mais algumas arestas. Ao pensar num local para publicar a nova (e definitiva) versão, lembrei-me do Somnium, e lá seguiu. Está longe de ser o meu melhor conto, mas continuo a achar-lhe alguma piada... podem ler o início (e talvez entender porque é que lhe acho piada) aqui. A história completa, em versão primitiva, está na Webfiction da Simetria.

      A Nave

Mais um pequeno conto que só foi publicado uma vez:

Título: A Nave
Publicação: Simetria Webfiction, 2000

Nada a dizer sobre o local de publicação além do que foi dito acima. Quanto ao conto, se Nos Confins era um conto velhinho, este ainda é mais. Tinha por volta de 17 anos quando escrevi isto, e a sua publicação na Webfiction está explicada num texto que escrevi de propósito para o acompanhar:

«Este conto e o conto A Queda são contos históricos. Foram feitos em 1983, tinha eu 17 anos, de propósito para uns jogos florais que houve na minha escola. A ideia era ganhar aquilo e tentar subir a nota a Português. Sim, a coisa foi tão mercenária como isso. Nenhum deles ganhou, mas a nota subiu na mesma, porque ficaram ambos entre os três primeiros, para grande espanto do meu professor da altura.
Lendo-os agora também a mim me surpreende que tenha sido possível que estes textos tenham ganho alguma coisa, nem que essa coisa fosse um 2º ou um 3º lugar num concursozeco literário insignificante. De qualquer modo, são textos educativos: se eu, que já escrevi assim tão mal, continuo a escrever 17 anos depois (ligeriamente melhor, espero), qualquer pessoa pode um dia vir a fazer coisas interessantes, desde que haja persistência suficiente.
Pôr isto na webfiction é, portanto, a minha maneira de dizer "continuem a tentar, que ninguém nasce ensinado". E pelo menos a Webfiction cá está para acolher os vossos delírios como tem acolhido os meus.»


Como não conto voltar a publicá-lo onde quer que seja, esta é a vossa única chance de o ler. Ou parcialmente, aqui, ou completamente, na Webfiction da Simetria.

      A Queda

Eis um conto que é inseparável companheiro do anterior:

Título: A Queda
Publicação: Simetria Webfiction, 2000

Não tenho absoltamente nada a dizer sobre este conto para lá de informar que a sua trajectória é inteiramente coincidente com a de A Queda. Foi escrito no mesmo dia, para o mesmo fim, foi premiado nos mesmos jogos florais e foi publicado muitos anos depois, no mesmo site, também no mesmo dia, e pelas mesmas razões.

Claro que também não conto voltar a publicá-lo seja onde for, portanto a única hipótese que tem quem quiser lê-lo é clicar aqui para uma leitura parcial, ou ir até à Webfiction da Simetria para uma leitura completa.

      Um Mergulho ao Amanhecer

Mais um conto apenas publicado pela Simetria:

Título: Um Mergulho ao Amanhecer
Publicação: Simetria Webfiction, 2000

Este conto nasceu de uma ideia bizarra, e foi inicialmente enviado, como brincadeira, para a lista de correio electrónico da Simetria (ainda deve estar encontrável nos arquivos da lista [ficcao-cientifica]). Escrito no fim de 1999, a ideia surgiu-me quando me lembrei de assistir, fascinado, ao processo de dissolução de comprimidos de Cecrisina, que tomava sempre que me vinham as gripes, em miúdo. A aceitação dos então subscritores da lista foi agradável para o ego, e resolvi enviar o conto para publicação na Webfiction.

Lido hoje, não me parece que seja um texto que se aguente lá muito bem sozinho. Mas continuo com ideias de expandi-lo para uma coisa maior (e se calhar mais estranha ainda), aproveitando e refinando os bocadinhos de boa prosa que contém. Para ler um excerto, clicar aqui. Para uma leitura completa, ir até à Webfiction da Simetria.

      Leonardo, o Borracho

Este pequeno conto foi publicado duas vezes, uma no Brasil, outra em Portugal:

Título: Leonardo, o Borracho
Publicação: Scarium MegaZine nº 1, 2002
pp. 31-33
   
Publicação: Hyperdrive, 2002

No Scarium 1, este meu conto veio acompanhado pela primeira parte da novela Não Estamos Divertidos..., de João Barreiros, pelos contos Adão Tinha um Irmão?, de Rogério Amaral de Vasconcellos, Corredor Fantasma, de Renata Ramirez, Share Girl, de Josiel Vieira e Quando os Papagaios Foram Ensinados a Falar com Inteligência, de Miguel Carqueija, e pelas bandas desenhadas Charge, de Sandro Perli, e Raquel & Cia, de Lailson. A não-ficção esteve a cargo de Rogério Amaral de Vasconcellos, Renato Rosatti, Marco A. M. Bourguignon e Gian Danton. Quanto ao Hyperdrive, os títulos aí publicados mudam demasiado depressa para que eu os consiga seguir. Além disso, este conto foi por mim retirado do site devido a um episódio que prefiro nem comentar.

Trata-se de uma pequena história futuristico-surrealista que conta o dia-a-dia de Leonardo, um produto aperfeiçoado de uma sociedade em que os reality shows imperam na definição do quotidiano e o aturdimento é um valor em si mesmo. Podem ler o início do conto aqui.

      Três Blões e um Muz

Mais um conto publicado uma única vez, este em Portugal:

Título: Três Blões e um Muz
Publicação: Hyperdrive, 2002

Este pequeno conto foi publicado no Hyperdrive no início do ano de 2002 e aí permaneceu ao longo de alguns meses até ser retirado, a meu pedido, na sequência do mesmo episódio que levou à retirada do conto anterior do mesmo site.

É uma história despretensiosa e com intuitos humorísticos, com personagens exclusivamente extraterrestres e bastante estranhos. Trata de uma relação ecológica não inteiramente bem-sucedida entre três indivíduos de uma espécie predatória e inteligente, os blões, e um indivíduo de uma espécie saborosa e com dotes musicais, os muzes. Se quiserem ver aqui uma parábola, não serei eu quem vos irá contrariar. O início do conto está aqui.

(continua)



Jorge Candeias enquanto:









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