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Ficcionista

(continuação)

Mini-contos

Dos muitos mini-contos que já escrevi, publiquei formalmente apenas cinco. Falo em "formalmente", porque houve um período em que enviava todas as semanas um mini-conto inédito (e que permanece inédito até hoje) para a lista de correio electrónico [ficcao-cientifica]. Escrevo estas pequenas peças por dois motivos: por um lado como um exercício de síntese, por outro como repositório de ideias que poderei vir a desenvolver mais tarde. E o que é certo é que a minha única noveleta completa, ainda inédita, nasceu como mini-conto...

      Anúncio

Mini-conto publicado uma vez, e meio escondido:

Título: Anúncio
Publicação: Paradoxo nº 2, inverno de 2000
p. 72

No Paradoxo nº 2 veio publicado o conto O Escultor, de Garry Kilworth, sendo esta a única obra declaradamente de ficção incluída na revista. "Clandestinamente", podem contar-se ainda o meu mini-conto, incluído na secção de lazeres, e um texto de Daniel Tércio: O Fim do Mundo é no Ânus. Quanto a não-ficção, surgem nela os nomes de Daniel Tércio, João Barreiros, António Macedo, Ricardo Madeira, Silvana de Menezes, Luís Filipe Silva, Luís Sequeira, Maria de Menezes, Gonçalo Valverde, Margarita C. de Meneses, eu próprio, Inês Guimarães, José Miguel Mendes-Lopes, David A. Prescott e Paula Barreto.

Anúncio é... um anúncio. Um anúncio posto no jornal (ou, neste caso, na revista) por alguém ou alguma coisa em busca de parceira. Como em textos deste tamanho é caricato deixar aqui fragmentos, não levam nada. E não vale a pena comprar a revista por causa deste conto, francamente. O conto do Garry Kilworth, pelo contrário, é excelente mas, se o preço continua igual ao que era, nem ele vale a compra. Fica prá próxima, portanto...

      O Nascimento Segundo os Luthuk

Publicado apenas uma vez, no Paradoxo:

Título: O Nascimento Segundo os Luthuk
Publicação: Paradoxo nº 3, primavera de 2000
p. 38
Distinções: Selecção do Concurso Simetria de Mini-conto do 4º trimestre de 1999

No Paradoxo nº 3, veio publicado o conto Liscon 2060, de João Barreiros, A Rua Halloween, de Steve Rasnic Tem, e 15 textos de ficção ultra-curta: O Tubo das Bolhas e Porno-Lirismo em Marta Swift, de António Candeias, quatro mini-contos meus, Estrela Cúbica, de Daniel Tércio, Refeição Ligeira e Abertura Fácil, de Jorge Gomes da Silva (embora no segundo conto identificado como João Seixas), Todas as Noites, Feliz Natal e Ameaça Aracnídea, de Ana Vasco, Quem?, de Leopoldo Guimarães, Uma Coisa Diferente, de Ivo Dias de Sousa e Trânsito, de Adriana Simon. Há, além disto, uma ficção "clandestina": E Se o Crescimento das Cidades se Tornar Insustentável?, de Salomé Marivoet. Quanto a não-ficção, surgem nela os nomes de Daniel Tércio, António Macedo, Ricardo Madeira, Silvana de Menezes, Luís Filipe Silva, eu próprio, Américo Prata, Ana Vasco, Luísa Coelho, Salomé Marivoet, Luís Sequeira, João Seixas, César Avó e José Manuel Mota. O Prémio Simetria de Mini-conto do 4º trimestre de 1999 teve como vencedora Ana Vasco, e o seu conto Todas as Noites. Da Ana Vasco foram também os dois contos seleccionados pelo júri em conjunto com o meu: Bruxarias e Feliz Natal.

Este é o primeiro (e o único publicado) de uma série de mini-contos acerca dos Luthuk, espécie extraterrestre inteligente com particularidades biológicas interessantes. Até agora, estão escritos três, mas conto escrever mais e juntá-los todos numa espécie de fix-up de mini-contos. É um dos meus múltiplos planos para o futuro. Já sabem: não há fragmento. Mas este número da revista é provavelmente o que mais vale a pena comprar. Não por causa dos meus mini-contos, nem por causa dos demais mini-contos, que embora tenham interesse não são grandes obras-primas, mas sim devido ao conto do Barreiros e a alguns artigos bastante interessantes, com especial destaque para os do Seixas. Recomendo.

      O Grande Negócio da Miles2Miles, Ltd.

Publicado em conjunto com o anterior:

Título: O Grande Negócio da Miles2Miles, Ltd.
Publicação: Paradoxo nº 3, primavera de 2000
p. 37
Distinções: Selecção do Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000

Para os conteúdos do Paradoxo nº 3, vejam acima. O Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000 foi vencido por António Candeias, com O Tubo das Bolhas. Da selecção do júri fizeram parte António Candeias, com Porno-Lirismo em Marta Swift, eu próprio com este conto e os dois que se seguem, Leopoldo Guimarães com Quem?, Jorge Gomes da Silva, com Refeição Ligeira, Adriana Simon, com Trânsito, Ivo Dias de Sousa, com Uma Coisa Diferente e Ana Vasco com Ameaça Aracnídea.

Este mini-conto goza descaradamente com a célebre peripécia da NASA, que perdeu uma milionária sonda destinada a Marte devido a um simples erro de conversão de milhas para quilómetros. É o que dá ainda usar as milhas (em inglês, as "miles") para medir distâncias... É dos meus mini-contos que menos potencial de crescimento têm, a não ser que conte toda a história passo a passo e desista da surpresa final, o que significa que teria de encontrar um ponto de vista (e de partida e de chegada) bastante diferente para ela. Não sei bem se vale a pena.

      Exploração Preliminar

Publicado em conjunto com o anterior:

Título: Exploração Preliminar
Publicação: Paradoxo nº 3, primavera de 2000
p. 39
Distinções: Selecção do Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000

Para os conteúdos do Paradoxo nº 3 e os premiados do Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000, vejam acima.

Eis uma ideia que já muitos escritores tiveram, e que foi explorada vezes sem conta: a de um determinado tipo de animal, repugnante pelos nossos padrões humanos, ter desenvolvido uma civilização tecnológica algures e vir até à nossa casa, explorar. Na realidade, recebi como submissão ao E-nigma, um ano e tal depois de ter publicado o meu mini-conto no Paradoxo, um conto brasileiro que era praticamente igual nas suas premissas-base e que me preparava para aceitar, divertido com a coincidência, quando a autora o retirou, porque lhe apareceu a hipótese de editar um livro lá do outro lado do Atlântico. É uma ideia que, bem explorada por forma a evitar os caminhos mais trilhados pelos que a tiveram anteriormente, dá pano para mangas. Talvez um dia...

      RV

Publicado em conjunto com os anteriores:

Título: RV
Publicação: Paradoxo nº 3, primavera de 2000
p. 42
Distinções: Selecção do Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000

Para os conteúdos do Paradoxo nº 3 e os premiados do Concurso Simetria de Mini-conto do 1º trimestre de 2000, vejam acima.

RV é o conhecido acrónimo para "realidade virtual", e esta é uma pequena história perversa acerca de um marido que introduz a esposa a um jogo de RV, acabado de criar e muito especial. Não vos posso dizer mais nada, senão desvendo o conto, que depende fortemente do desconhecimento de história e desfecho para funcionar. É outro dos tais mini-contos meus que dificilmente se tornarão outra coisa qualquer no futuro. Este é mini-conto porque só pode sê-lo, e num formato mais longo não funcionaria.

(continua)



Jorge Candeias enquanto:









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