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Ficcionista

(continuação)

Contos Curtos

      O Telepata Experiente no Reino do Impensável

Este é o meu conto mais polémico, premiado e publicado, como se estas várias coisas fossem interdependentes. Saiu no Brasil e em Portugal, três vezes ao todo, e teve também três distinções:

Título: O Telepata Experiente no Reino do Impensável
Publicação: Eventos, nº 2.13, 23 de julho de 2000
   
Publicação: Somnium, nº 78, dezembro de 2000
pp. 40-42
   
Publicação: E-nigma Light, setembro de 2001
Distinções: Menção Honrosa - Prémio de Ficção Eventos - 2000
        Nomeado para o Argos 2001, categoria de melhor ficção
        16º lugar no Argos 2002, categoria de melhor ficção

O Prémio de Ficção Eventos foi ganho por Eduardo Bettencourt Pinto, com O Habitante das Paredes, teve mais duas menções honrosas: Luar, de José Dias Egipto e Macabra Inspiração, de Ana Vasco, e uma recomendação de publicação: Curiosidade, de Paulo Pinto Carvalho. O Argos 2001, na categoria melhor ficção, premiou Síndrome de Quimera, de Max Mallman, ficando Vingança da Ampulheta, de Fábio Fernandes, em segundo e, em terceiro, ex-aequo, Xochiquetzal e a Esquadra da Vingança, de Carla Cristina Pereira e Eu Matei Paolo Rossi, de Octávio Aragão. Quanto ao Argos 2002, Fábio Fernandes e a sua A Revanche da Ampulheta levaram o prémio, ficando João Barreiros em segundo, com Disney no Céu Entre os Dumbos (novela também publicada no E-nigma) e Jorge Luiz Calife em terceiro com Uma Semana na Vida de Fernando Alonso Filho.

No Eventos 2.13 saíram, além das duas outras menções honrosas do Prémio Eventos, a primeira parte da noveleta de Bruno Martins Soares, O Gelo Está Perto, com a não-ficção, mais uma vez, entregue por inteiro a Luís Filipe Silva. No Somnium 78, edição comemorativa dos 15 anos do CLFC, com 68 páginas, foram publicados os contos Manduruvá é o Pai de Todos, de Ivan Carlos Regina, Ghazi, de Carlos Orsi Martinho, A 2ª Mão Esquerda de Deus, de António de Macedo, Labirinto, de Simone Sauerressig e Se os Olhos Pudessem Matar, de Daniel Alvarez, pseudónimo de Gerson Lodi-Ribeiro. A não-ficção coube a Renata Corte, Alfredo Keppler, Roberto César Nascimento, Marcello Simão Branco e João Barreiros. O E-nigma... bem... é o E-nigma.

Este conto é filho da raiva impotente que senti em relação à violência que se seguiu ao referendo sobre a independência em Timor-Leste. É um conto, também ele, muito violento, onde o horror (e os culpados) não é escamoteado. Para mim, e apesar dos extraterrestres, é um conto de horror. O início está aqui, e a história completa no E-nigma.

      Desconhece-se o Paradeiro de José Saramago

Mais um conto publicado duas vezes, em Portugal e no Brasil:

Título: Desconhece-se o Paradeiro de José Saramago
Publicação: Somnium, nº 77, outubro de 2000
pp. 19-21
   
Publicação: E-nigma Light, novembro de 2001

No Somnium 77 foram publicados os contos Baal Zabub, de Carlos Orsi Martinho e O Espelho, de Roberval Barcellos. A não-ficção coube a Ataíde Tartari, Alfredo Keppler, Roberto de Sousa Causo, Lúcio Pina Manfredi e João Barreiros. O E-nigma... pois...

Mais um conto com uma origem bem determinada, este aparece na sequência de declarações insistentes do nosso laureado sobre a inutilidade dos gastos com a investigação científica espacial, particularmente com a exploração de Marte. Nele, como acho que Saramago é um homem inteligente, imagino a reacção que ele teria se visse as consequências do que propõe. Aqui é ele próprio que descreve uma viagem fantástica por linhas de tempo alternativas. O conto também inclui um jogo: várias e mais ou menos subtis referências a uma série de títulos dos seus livros. É um conto de um fã crítico. O início está aqui, e a história completa no E-nigma.

      O Poeta

Este conto só saiu uma vez até agora, no Brasil:

Título: O Poeta
Publicação: Somnium, nº 84, janeiro de 2002
pp. 14-18

Este conto saiu sob o pseudónimo de "Rui Brado-Berro" devido a falhas de comunicação entre as sucessivas equipas que tomaram conta do Somnium entre meados de 2001 e o início de 2002. O pseudo Rui Brado-Berro foi acompanhado, no Somnium 84, por Carlos Orsi Martinho, e o seu Tráfego, e por Norton Coll com Meu Professor Favorito. A não-ficção esteve a cargo de Matias Perazoli, Ivo Heinz, Gerson Lodi-Ribeiro, eu próprio e Eduardo Torres.

O Poeta passa-se num mundo em que os artistas são chamados a integrar as tripulações de missões de exploração a fim de conseguirem transmitir eficazmente aos que ficam em terra o mundo lá fora tal como ele é visto através dos seus subjectivos filtros de artistas. Este conto está aceite há mais de um ano pela revista Aguasfurtadas, que não há meio de sair. Começo a estar tentado a considerar o conto livre. No entanto, enquanto essa situação não se resolver de uma forma ou doutra, não me parece correcto estar a pôr aqui o início do conto. Portanto, passem ao próximo, se faz favor.

      A Primavera

Mais um conto que só foi publicado uma única vez, e no Brasil:

Título: A Primavera
Publicação: Somnium, nº 80, março/abril de 2001
pp. 19-21

No Somnium 80 fui acompanhado, na fição, e uma vez mais, por Carlos Orsi Martinho, que desta vez publicou A Equação. A não-ficção esteve a cargo de Ataíde Tartari, Roberto César do Nascimento, Roberto de Sousa Causo, Hidemberg Frota, João Barreiros, Gerson Lodi-Ribeiro e Alfredo Keppler.

A Primavera decorre num asteróide mineiro, onde os homens estão encarregues de vigiar o trabalho dos robots 24 horas por dia, em turnos aborrecidos e solitários. Às tantas, o vigia adormece, e quando acorda depara com uma situação de que não estava à espera. É mais um dos meus contos que estão à espera de uma decisão relativa à sua publicação ou não, desta feita numa antologia brasileira de FC. Por isso mesmo, também este ficará longe dos vossos olhos por uns tempos. Desculpem lá. Venha o próximo!

      O Caso Subuel Mantil

Este, para variar, foi publicado uma só vez, mas em Portugal, numa antologia em PDF:

Título: O Caso Subuel Mantil
Publicação: O Planeta das Traseiras, agosto de 2002
pp. 30-41

O Planeta das Traseiras, colecção de contos originais subordinados ao tema de Marte, foi a primeira antologia virtual editada pelo E-nigma e, tanto quanto sei, a primeira antologia em e-book editada em Portugal. Contém, além deste conto e de outro conto meu (ver abaixo), as histórias Para Sempre Marte, de Maria Helena Bandeira, Crónica marciana, ou A Explicação da Guerra, de João Ventura, MARS TV, de Gabriel Bozano e Bem-vindos ao Planeta Marte, de Keith Brooke. Inclui também uma introdução minha e um prefácio de João Barreiros.

O Caso Subuel Mantil é, como o título sugere subtilmente, baseado em factos reais. Quem é português não deve precisar de mais esclarecimentos, mas para quem não é, direi que aqui há uns anos um indivíduo chamado Manuel Subtil barricou-se numa casa de banho da RTP, exigindo reparação por danos morais e patrimoniais que teria sofrido como consequência de um trabalho jornalístico daquela televisão. A minha história não tem nada a ver com isso: é uma história de fantasia passada num universo em que a magia existe e é utilizada para terraformar Marte por enfeitiçamento. Contraditório? Impressão vossa!... Mas se querem perceber o que se passa, podem ler o início da história aqui e a história completa na secção das antologias do E-nigma.

      No Vento Frio de Tharsis

Mais um conto editado só uma vez. Aliás, em conjunto com o anterior:

Título: No Vento Frio de Tharsis
Publicação: O Planeta das Traseiras, agosto de 2002
pp. 9-15

Para saber o que é O Planeta das Traseiras, veja-se o conto anterior.

Quanto a No Vento Frio de Tharsis, trata-se de um conto melancólico sobre um homem que procura algo que nem ele sabe bem o que é nas fronteiras do conhecimento, da humanidade e do risco, abandonando tudo para o conseguir. Passa-se em Marte, no lugar onde o Vallis Marineris começa a surgir a partir do planalto vulcânico de Tharsis. É um dos contos meus de que mais gosto, o que não quererá dizer muita coisa. Quanto a leituras, têm o início aqui e a história completa na secção das antologias do E-nigma.

(continua)



Jorge Candeias enquanto:









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